DaimlerChrysler – 17 anos desde o fechamento da fábrica no brasil

Em 2001, A DaimlerChrysler anunciava a demissão de 26 mil funcionários em várias partes do mundo e o fechamento de seis de suas fábricas, inclusive uma no Brasil.

No Brasil a empresa fechou a unidade da Chrysler em Campo Largo, no Paraná. O comunicado da empresa não mencionava a fábrica da Mercedes, então recentemente inaugurada em Juiz de Fora.

Segundo o comunicado, a partir de 2002 a DaimlerChrysler fecharia fábricas na América do Sul e América Central, além de reduzir turnos de trabalho em várias unidades dos Estados Unidos e Canadá.

O anúncio feito pela DaimlerChrysler aconteceu num momento difícil para o setor automobilístico dos Estados Unidos. Pouco antes a Ford e a General Motors também anunciavam redução da produção, em consequência de retração das vendas e aumento da concorrência das montadoras asiáticas e européias.

Prejuízos

A empresa é o resultado da fusão entre a alemã Daimler-Benz e a americana Chrysler, formalizada em 1998. A empresa também detém marcas como Mercedes-Benz, Jeep e Dodge.

Enquanto as operações da Mercedes vinham dando lucro, a Chrysler esteve enfrentado dificuldades. No segundo semestre do ano anterior a empresa teve um prejuízo de cerca de US$ 1,75 bilhão, nos Estados Unidos.

Os analistas de mercado temiam o risco de que a empresa fizesse as demissões para cortar custos mas não tivesse uma estratégia de crescimento.

Demitir para crescer

Dieter Zetsche, presidente da Chrysler desde 2000, justificou as demissões: “Estamos tomando estas medidas para acelerar a recuperação do desempenho financeiro do Grupo Chrysler.”

“Somente adaptando a nossa estrutura geral de custos, nossa força de trabalho e nosso nível de produção à realidade do mercado….poderemos criar uma base saudável para o crescimento da Chrysler no longo prazo, ” acrescentou ele.

Uma das primeiras medidas tomadas pelo executivo ao assumir a Chrysler foi pedir aos fornecedores que cortassem 5% de seus preços. Ele também fez com que os fornecedores discutissem formas de reduzir os preços em mais 10%.

Mas algumas empresas se recusaram a atender aos pedidos da Chrysler e pediram que a montadora apresentasse propostas mais realistas.

As ações da DaimlerChrysler perderam 40% de seu valor desde a fusão das duas empresas.